2010/11/13

Policiais são ouvidos como testemunhas em audiência sobre a chacina de Pero Vaz

Seis testemunhas de defesa foram ouvidas nesta sexta-feira (12) em audiência no Fórum Ruy Barbosa sobre a chacina de Pero Vaz. Doze policiais militares são acusados de matar e ocultar os corpos de sete pessoas durante uma operação em março deste ano. As seis testemunhas que falaram hoje são policiais. Outras 12 testemunhas nao compareceram nesta terceira audiência do caso.

A audiência foi encerrada pelo juiz Ernani Garcia Rosa, titular da 2ª Vara Sumariante do Júri, por volta das 16h. Uma nova audiência foi marcada para o dia 28 de janeiro de 2011, quando os réus devem começar a ser ouvidos.

O caso
De acordo com o Ministério Público, responsável pela denúncia, 12 policiais militares participaram do crime: oito foram indiciados por homicídio e quatro por ocultação de cadáver. Foram denunciados "pela prática dos homicídios qualificado e em atividade típica de grupo de extermínio" o tenente Wallisson da Silva Souza; o sargento Valter Gomes da Fonseca; o 1º tenente Raimundo Gomes Barroso Neto; e os soldados André Luis Ferreira Castro, André Ricardo Almeida Gonçalves, Jorge da Silva Batista, Antônio Petrucio Feitosa da Silva e Fabio Sales Nascimento.

Juiz ouve policiais que foram testemunhas dos PMs envolvidos na chacina

Pela ocultação de três cadáveres, foram denunciados o sargento Carlos José Veloso Santos e os soldados Edson Tavares de Freitas, Uendel Araújo de Oliveira e Fábio José Palmeira de Oliveira.

Segundo o MP, os oito denunciados por homicídio qualificado estavam sob o comando de Valter Gomes e Barroso Neto, da Rotamo, e chegaram à rua para verificar uma denúncia de que haveria pessoas armadas em uma casa. Eles já chegaram armados e atirando, segundo a denúncia. Morreram Adailton Cruz Santos, Gilberto André Matos, Bruno Rafael dos Santos e Everaldo Rocha Guimarães.

Em seguida, os policiais seguiram até uma casa na Travessa Acará, onde atiraram contra os adolescentes Alessandra Jesus dos Santos, Érica dos Santos Calmon e Luis Alberto dos Santos. Por fim, sob o comando do sargento Carlos José, os quatro denunciados por ocultação de cadáveres, abandonaram os corpos em locais ermos.

“Para justificar os homícidios, os denunciados alegaram que foram recebidos a tiros pelos ocupantes da casa, apresentando na delegacia de polícia quatro armas de fogo que supostamente as vítimas teriam usado”, disse o promotor Maurício Cerqueira Lima, ressaltando que a perícia desmentiu essa versão.

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